Ano de eleições e a situação econômica brasileira em maus lençóis. Segue um pouco do cenário;

  • As despesas públicas aumentando mais que as receitas,
  • Perspectiva difícil de garantir o superávit de 1,9% do PIB,
  • Inflação de 6,5% ao ano,

Todos esses indicadores são sinais de que algo não anda bem no Brasil.

Surge então o assunto a respeito do Tripé Macroeconômico. Esse “tripé” contempla:

  • Estabelecer metas para o Superávit,
  • Controle da inflação na casa dos 4.5% ao ano com uma banda 2% para mais ou para menos e
  • Cambio flutuante.

O plano foi implantado no Brasil em 1999, pelo então presidente do Banco Central Armínio Fraga.

Hoje, Fraga é um dos conselheiros de economia de Aécio Neves, candidato a presidência.

Atualmente o tripé de certa forma foi abandonado pelo atual governo e isso acabou implicando em alguns dos problemas que vimos acima.

Devido à crise econômica nos Estados Unidos e o pessimismo global sobre a economia, o governo Brasileiro iniciou uma expansão do crédito, incentivando o consumo, com o intuito de aquecer o mercado interno.

Assim o tripé ficou um pouco de lado, até porque o cenário externo favoreceu essa leitura do governo, uma vez que devido a grande oferta de dólares no mercado, o Brasil pode até aumentar as suas reservas de dólares.

O Brasil passou pela crise sem muitas dificuldades, porém hoje enfrenta grandes problemas gerados por essa expansão de crédito, e a falta de controle nas contas públicas.

Isso acabou gerando um pequeno superávit no ano passado, mas, além disso, a falta de investimentos na parte de infraestrutura prejudica como um todo a economia.

Existe uma grande produção no Brasil, mas o escoamento dela é deficiente e precário para as atuais condições, engessando o Brasil. Para conseguir melhorar o cenário econômico atual, o Brasil precisa tomar algumas atitudes, dentre elas;

  • Voltar com o tripé,
  • Melhorar o controle das contas públicas,
  • Reduzir a venda de dólares no mercado futuro via (swaps),
  • Liberar gradativamente as tarifas represadas nas áreas de  combustíveis e energia 

Tais iniciativas podem estabilizar e preparar a economia brasileira para um novo ciclo mais integrado com o mundo.

Assim consequentemente alçar novas conquistas, e passar ao mercado mais confiabilidade na área econômica, algo que se deteriorou nos últimos tempos com o rebaixamento do rating do Brasil.

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