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O mercado financeiro nacional possui uma boa diversidade de investimentos, tesouro direto, fundos imobiliários, ações, ETFs, debêntures, CDB,  fundos de investimentos e vários outros tipos de  títulos.  Com todos esses ativos, como saber qual é o melhor? Não se sabe qual ativo vai subir hoje ou cair amanhã, mas o que podemos fazer e alocar certa parte do capital em cada um desses ativos, formando uma carteira diversificada, com a finalidade de proteger o patrimônio de incertezas do mercado, fornecendo mais segurança e a longo prazo uma boa rentabilidade.

A estratégia de alocação de ativos, consiste em algumas simples regras. Vamos supor que o investidor tenha uma carteira de 50% em um fundo de ações, e os outros 50% em títulos públicos, com um R$: 500,00 em cada tipo de investimento, totalizando R$: 1.000,00 de patrimônio. Após seis meses o investidor verifica que durante esse tempo o fundo de ações obteve uma alta e agora ele possui R$: 650,00, já nos títulos públicos obteve uma leve alta, ficando com R$: 550,00. Para manter a certeira em 50% cada, o investidor precisa vender parte de suas cotas do fundo de ações e comprar títulos públicos, equilibrando novamente a sua carteira. Então observando o total do patrimônio de R$: 1.200,00, o investidor vai fazer o balanceamento dos dois ativos vendendo R$: 50,00 do fundo de ações e comprando R$: 50,00 em títulos públicos.

Outra importante característica da estratégia de alocação de ativos consiste na correlação dos ativos. A correlação nada mais é que a relação que os ativos têm entre si, por exemplo: ações e títulos públicos que usamos no exemplo anterior, eles não possuem relação direta, muitas vezes em quanto um se valoriza o outro está desvalorizando, esse movimento favorece a alocação de ativos. Caso houvesse uma desvalorização do fundo de ações, o investidor teria que vender parte dos títulos para fazer a carteira voltar aos 50%, e vice e versa.

A alocação de ativos, dificilmente irá trazer benefícios rápidos e lucrativos em um curto prazo, mas no médio a longo prazo pode trazer rendimentos interessantes e pode sim superar rentabilidades de fundos de investimento, índices de ações, ou a rentabilidade da taxa básica de juros (SELIC), a chave para montar uma carteira boa é o estudo de cada tipo de ativo que haverá no portfólio, a porcentagem que o ativo vai ter na carteira, os períodos que irá fazer o ajuste na carteira para deixar os ativos nas porcentagem correta, e acima de tudo disciplina e paciência.

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