
Desde o inicio, quando comecei a carteira Gabriele (antes Eu Quero!) estava ciente que poderia sofrer bastante com a volatilidade do mercado.
Ao avaliar os ativos da carteira, queria fazer algo, que não houvesse necessidade de alteração.
Simplesmente, Buy and Hold (tipo eterno).
Se for para modificar algo, faria reduzindo a posição de algum ativo, e colocaria um novo, ou aumentaria a posição de outro ativo.
Uma das coisas que me deixa com receio, ao analisar outras carteiras são as modificações constantes. Sempre alterando.
Geralmente isso acontece semanalmente. Queria ter algo que pudesse durar mais tempo sem a necessidade de haver grandes modificações.
Com posições que fiquem constantes durante muito tempo. Uma referencia que sempre vem à cabeça é de Warren Buffett.
Comprou American Express e ficou… Coca-Cola e ficou, Wells Fargo ficou, outras ações foram entrando na carteira com o tempo, e houve saídas também.
Lógico, existem os momentos onde temos que reavaliar toda posição e, de repente vender um ativo devido a alguma situação.
Fato, que curiosamente aconteceu em algumas ocasiões durante esse um anos que a carteira está sendo divulgada.
Acredito que a primeira vez, que fiquei a poucos passos de simplesmente, vender uma posição inteira foi com BBPO11.
Não sei se o leitor se lembra dessa noticia do ano passado…

A carteira Gabriele possui 20% do patrimônio investido em BBPO11…
Quando eu vi a noticia, pensei…

Já erá! A carteira vai tomar uma ré, e o pessoal que está investindo (se houver) vai ficar desesperado.
Na mesma hora que me deparei com o ocorrido, comecei a pensar quais seriam as escolhas para suprir a saída de BBPO11 da carteira…
Na hora, foram as duas saídas que imaginava. Reduzir a diversificação da carteira, permanecendo com 4 FII não era um opção.
Quatro fundos, acho que seria pouco. Mesmo observando o valor inicial, que mencionei no inicio de R$: 5.000,00.
Ideias rolando, vindo e indo, medo, e arrependimento de ter comprado ativo ligado ao governo federal (Banco do Brasil), uma mistura de sentimentos.
Mas então, parei, comecei a ler o artigo no Valor, fui pesquisar um pouco mais, principalmente sobre o BBPO11 no site da BM&F, e percebei que nenhuma agencia do fundo tinha sido devolvida.
Ou seja, tecnicamente não haveria pavor. O meu medo, de certo modo, foi infundado. Por mais que a noticia envolvesse o Banco do Brasil, mais especificamente as agencias, não havia nenhuma delas ligadas ao fundo.
E, portanto a receita, e até mesmo a gestão, permaneceria igual. Mesmo assim, o mercado reagiu mal.
BBPO11 que na época girava em torno dos 125 reais, chegou a ficar abaixo dos 120 em questão de 2 a 3 dias.
Mesmo olhando o valor de um dos principais FII da carteira derretendo, mantive o mesmo na carteira. Por três motivos…
- A noticia, não estava envolvendo imóveis do FII
- BBPO11 distribui bons rendimentos, e conta com aumentos anuais nas distribuições.
- Eu poderia acabar realizando um prejuízo, que na realidade, poderia sim, voltar, devido a noticia servir mais para alardear do que agregar.
Observando cada ponto, permaneci com os ativos, nos mesmos níveis. Nesse caso, pelo menos, o fim da historia foi positiva.
Se os investidores que estavam seguindo a carteira, permaneceram com BBPO11 até hoje, eles estariam com um ativo um pouco mais valorizado…
O lado ruim da historia (se existe algum) está relacionado aos resultados que as noticias podem trazer sobre nossos investimentos.
Vender BBPO11 no momento em que tive conhecimento poderia ter evitado uma queda de pelo menos mais uns R$: 2,00 a R$: 3,00 por cota (na hora que eu vi BBPO11 já estava caindo…).
Realocando os recursos em BCFF11B, ou BPFF11, realmente poderia ter sido melhor, mas enfim… BBPO11 acabou voltando ao valor anterior, e depois subiu mais um pouco.
Se fosse uma situação do tipo, XTED11, quando a Petrobras saiu, e depois a Peugeot, é diferente.
Acredito que em uma situação assim não haveria escapatória. Teríamos que realizar o prejuízo e sair.
O mais importante disso é construir uma linha de raciocínio, e se manter fiel à mesma.
Na ultima semana, nossa carteira obteve desvalorização de 0,46% contra desvalorização de 0,18% do IFIX. Contando com as posições em Tesouro Selic, a desvalorização foi de 0,44%.
Para conferir a carteira na integra, com mais dados relacionados aos ativos, o leitor pode conferir clicando no link Carteira Gabriele
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Investir em Fundos Imobiliários ou qualquer tipo de investimento envolve riscos e possíveis perdas. Rendimento passado não é garantia de rendimento futuro. Invista com consciência.





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