Viver de renda pode ser um dos maiores sonhos de boa parte dos brasileiros. Porque não, das pessoas do mundo inteiro.

Investir em imóveis, e assim, conseguir extrair uma boa renda mensal! Sem muito esforço e tão pouco trabalho, parece ser uma ótima ideia, para complementar a aposentadoria, não é mesmo?

Ainda mais quando estamos prestes a registrar certas mudanças na aposentadoria aqui no Brasil. Mas a compra do imóvel, pode ser algo bem complicada e demorada.

Em algumas regiões do Brasil, uma casa geminada não sai por menos de R$ 150.000,00. Um valor muito alto.

Não são todos os brasileiros que conseguem extrair uma renda de R$ 150.000,00 por ano, imagina conseguir poupar esse valor para investir em um imóvel e assim, viver de renda.

Praticamente impossível. Ainda mais, quando observamos casos de pessoas e famílias que vivem com um salário mínimo, ou de repente até dois.

Se já é difícil comprar uma casa para viver, imagina a compra da segunda casa, pode ser que leve uma vida inteira!

Observando isso, existe uma alternativa de investimento, que pode oferecer condições semelhantes à compra do imóvel!

Os fundos imobiliários

Ao comprar uma cota de fundo imobiliário (FII) o investidor está comprando um tijolo do empreendimento, ou de repente um pedaço da participação em uma CRI.

Portanto, a renda conquistada com o aluguel ou venda do determinado imóvel, como a renda do papel com lastro, acabam sendo distribuídas aos cotistas do fundo, que nesse caso, é você.

Então, ao investir em fundos imobiliários, você estará comprando um pedaço do empreendimento e assim se beneficiando dos lucros que o mesmo pode gerar. Além de uma eventual valorização no mercado.

Como funciona o investimento em FII?

Para conseguir comprar cotas de FII, você terá que contar com uma conta em alguma corretora e investimento.

Pode ser a corretora oferecida pelo seu banco, ou as corretoras independentes. Com relação às corretoras independentes, existem várias opções de corretoras que trabalham com isenção de taxas quando o investimento é FII.

Sendo assim, o investidor fica sem pagar taxa de corretagem e tão pouco custódia para investir nos FII.

O lote padrão de FII é de uma cota. Ou seja, ao invés de ser obrigado a comprar lotes de 100 ações, ou 10 ETF, o investidor, no mercado de FII, pode adquirir uma cota.

Sendo assim, não há a figura do mercado fracionado para os FII. O investidor pode comprar uma cota e está tudo ok.

O valor médio das cotas de FII no mercado gira em torno dos R$ 100,00. Então, se você conta, com pelo menos, R$ 100,00, já é possível investir em FII.

Quais tipos de FII no mercado?

Existem vários! Temos os FII que investem em propriedades. Como edifícios comerciais, lajes corporativas, empreendimentos logísticos, shopping centres entre outros.

Esses são FII que investem diretamente no tijolo. Então, ao comprar cotas de um FII assim, você estará se posicionando em um FII com imóvel físico e em funcionamento.

Mensalmente, é habitual, que esses FII liberem relatórios administrativos, assim, você como bom cotista, pode analisar o desempenho do fundo e do empreendimento em si.

Qual é vacância do empreendimento? Quais são os novos inquilinos? Qual será o valor da distribuição do mês? Entre outros dados.

Tudo isso pode ser analisado por meio do relatório gerência! Uma das vantagens de investir em FII que possuem propriedades físicas em seus portfólios é a possibilidade de ganho com as vendas e negociações envolvendo os imóveis.

Vira e mexe, algum fundo consegue realizar uma venda registrando uma boa margem de lucro. Quando isso acontece o FII tem a capacidade de distribuir os valores aos seus cotistas por meio de uma amortização de cotas.

Desse modo, parte do valor patrimonial do fundo é reduzida e assim os cotistas consegue extrair os seus ganhos.

Uma das desvantagens de investir em FII que possuem imóveis em sua carteira e eventual vacância.

Muitos desses FII acabam passando por momentos de “vacas magras” e assim, a quantidade de inquilinos pode baixar e consequentemente o valor das distribuições também.

Desse modo, o investidor acaba ficando sem aqueles ganhos, e naturalmente, o valor das cotas no mercado podem sofrer uma depreciação maior.

FII que investem em papéis e outros FII

Depois ainda temos outros dois tipos de FII, que podem funcionar como derivados de FII;

  • Fundos que investem em papéis atrelados a imóveis como é o caso do CRI. F
  • Fundos que investem em outras cotas de FII, como é o caso dos “fundos de fundos”.

Esses dois tipos de FII, são extremamente interessantes, porque em sua grande maioria, eles trabalham com uma grande quantidade de ativos, gerando uma maior diversificação na carteira e eventual segurança.

Em caso de problemas com um dos papéis, por exemplo, todos os outros que compõem a carteira estariam “seguros” evitando perdas maiores aos investidores.

Outra coisa que pode ser bem interessante com relação a esses fundos, as distribuições, geralmente, se mantém mais constantes do que os fundos que possuem empreendimentos em suas carteiras.

Ou seja, os fundos de fundos e os fundos que investem em papéis com lastro em imóveis, possuem um pouco mais de estabilidade e contam com boa diversificação de ativos.

 

 

Uma resposta a “O que são os Fundos Imobiliários?”

  1. […] seja, comparado aos fundos imobiliários, o Fiagro é a versão dos FII no agronegócio. No mercado há alguns tipos e Fiagro, eles […]

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