É muito difícil determinar quais são os melhores investimentos de renda fixa e quais não são. Mas existe uma forma de “ranquear” os ativos. Nesse sentido, veja a seguir o nosso Ranking da Renda Fixa.

Para fazer esse Ranking, vamos considerar algumas características dos títulos de renda fixa, como a liquidez, segurança e a rentabilidade. Acompanhe.

Ranking 

Em nosso ranking, vamos dar prioridade para os ativos que possuem alta liquidez, boa segurança e rentabilidade. Desse modo, o último investimento de nossa lista é: 

9 – Debêntures

Devido ao risco em potencial que as debêntures possuem, esse investimento surge como o último desse ranking. 

Por mais que as debêntures possam ter ótima rentabilidade, bem superior à média do mercado, elas possuem um grau de risco considerável.

Vale destacar ainda, que algumas debêntures, como as incentivadas, contam com isenção de imposto de renda.  

Poreḿ, a liquidez desse investimento é baixo. Por isso, investir individualmente em debêntures pode representar um grande risco ao investidor. Principalmente, para aquele que não possui muitos recursos. 

8 – Poupança 

A poupança possui uma boa segurança e alta liquidez, contudo, a rentabilidade é muito inferior à de todos os demais investimentos de renda fixa. 

Mesmo com uma taxa Selic de 10,75% ao ano, a poupança rende pouco mais de 6% ao ano. 

Ou seja, quem permanecer aplicado na poupança, vai deixar de ganhar muito dinheiro.

7 – CRIs e CRAs

Os CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e  CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são investimentos muito rentáveis, com grau de segurança “ok”, mas de baixa liquidez. 

Essas duas  aplicações não possuem garantias, como o Tesouro Nacional, ou o FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Na realidade, podemos dizer que as CRIs e CRAs, normalmente contam com alguma garantia real, associada a algum ativo. 

Isso gera um pouco mais de segurança. Mas a liquidez desses certificados costuma ser restrita ao vencimento. 

6 – Fundos de Crédito Privado e de Debêntures

Os fundos de investimento em crédito privado e os de debêntures são ótimas opções de investimentos. 

Por serem fundos, esses investimentos contam com a gestão profissional de instituições financeiras e, muitas vezes, possuem carteiras bem diversificadas, reduzindo drasticamente os riscos dos investimentos. Porém, a liquidez pode ser um pouco restritiva. 

Por exemplo, existem fundos de debêntures incentivadas (isentos de IR), que possuem liquidez superior a 30 dias. Ou seja, após solicitar o resgate, o investidor só verá o dinheiro, após 30 dias. 

Isso não é incomum para os fundos de Crédito Privado. Portanto, o investidor precisa avaliar com cuidado tais fundos antes de investir. 

5 – Fundos DI

Os fundos DI, também são alternativas bem vantajosas de investir na renda fixa, Uma vez que tais fundos são geridos por boas gestoras e contam com carteiras bem diversificadas. 

Nesse sentido, os fundos DI são os mais interessantes. Atualmente, o mercado possui algumas opções de fundos que são isentos de taxa de administração. Então, na hora de pesquisar sobre um fundo DI, veja se o mesmo tem a taxa. 

4 – LC

As LCs não são tão negociadas como os CDBs LCIs e LCAs. A rentabilidade delas pode ser um pouco melhor do que alguns CDBs, mas em suma, o investimento está bem em linha com as outras opções de renda fixa. Outra vantagem da LC, é a garantia do FGC. 

Mas, existem alguns pontos negativos, como a baixa acessibilidade. Não há tantas opções de LCs disponíveis no mercado. 

Inclusive, a letra também pode ser “cara”, visto que há pouquíssimas opções onde é possível comprar a LC por R$ 1 mil, por exemplo. Os valores de entrada costumam ser bem “caros”, superando os R$ 10 mil, em alguns casos. 

3 – LCI e LCA

Apesar das LCIs e LCAs não possuírem liquidez diária, tais letras contam com a isenção de IR e a garantia do FGC. 

Desse modo, o vencimento mínimo de 1 ano, para as LCIs e de 9 meses para as LCAs não é algo tão negativo. 

A rentabilidade das letras, também costuma ser bem atraente, ainda mais por não contarem com a retenção de IR. 

2 – CDB

Na segunda posição temos o CDB, investimento que possui a proteção do FGC. Dessa maneira, além da proteção, o CDB costuma ser bem vantajoso, devido à rentabilidade. 

Por exemplo, grandes bancos costumam oferecer CDBs com liquidez diária atrelados a um rendimento de 100% do CDI.

Mas, existem bancos menores, que podem oferecer rendimentos maiores, que chegam até os 110% do CDI. 

Para outros títulos, prefixados ou vinculados ao IPCA, existem alguns empecilhos, como a liquidez restrita ao vencimento. 

Contudo, ainda assim, o CDB é um dos melhores investimentos do mercado, devido a sua versatilidade, rentabilidade, segurança e quantidade de opções. 

1 – Tesouro Direto

Na primeira posição temos o Tesouro Direto. Dentro do mercado do Tesouro Direto, existem três opções de letras. Que são:

Assim, dentre as três, o Tesouro Selic, pode ser considerado a letra mais segura, com boa rentabilidade e liquidez.

Em seguida temos o Tesouro IPCA e o Prefixado. Como ambas as letras sofrem com a volatilidade do mercado de juros, é comum ver o preço dessas letras flutuando no curto prazo. 

Isso torna-as ruins para a construção de reserva financeira, ou para o investimento de curto prazo. 

Já sobre a garantia das letras do Tesouro, temos a figura do Tesouro Nacional. Sendo que de todas as garantias existentes no Brasil, o Tesouro Nacional é aquele com a maior credibilidade. 

Desse modo, podemos dizer que o Tesouro Direto é considerado o investimento mais seguro no Brasil.

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