Nesta semana o Boletim Focus trouxe algumas mudanças nos cenários para o câmbio e o PIB. Por outro lado, a inflação medida pelo IPCA e a taxa de juro, não registraram alterações. Desse modo, veja a seguir, mais detalhes sobre as principais projeções do mercado.
Inflação mais estável
O IPCA não registrou mudanças em comparação ao último Boletim Focus. Portanto as projeções para a inflação de 2025, 2026, 2027 e 2028 são de: 5,65%, 4,5%, 4% e 3,78% respectivamente.
A estabilidade com relação à inflação é uma boa notícia, já que abre espaço para projeções de queda do IPCA, como também uma expectativa sobre a queda da taxa Selic.
Selic sem alterações
Como visto na inflação, a Selic também está estável, sem mudanças. Nesse sentido as expectativas do mercado para 2025, 2026, 2027 e 2028, são de juros em 15%, 12,5%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
Mas, caso a inflação comece a recuar com mais rapidez, é possível que as próximas projeções venham mostrando juros ainda menores.
Projeção para o PIB de 2025 caiu
O Boletim Focus da semana passada projetava um PIB de 1,98%, contudo, nesta semana o Focus passou a projetar uma alta de 1,97%.
Para os anos de 2026, 2027 e 2028, as expectativas são de: 1,6% (mesma projeção da semana passada), 2% (ante 1,99% da semana passada) e 2% (mesma expectativa da semana passada), respectivamente.
Câmbio pode ficar mais favorável ao Real
Apesar de toda volatilidade provocada pela guerra tarifária dos Estados Unidos, o dólar por aqui pode ficar mais barato, segundo as projeções do Boletim Focus.
Assim, para 2025, o dólar pode fechar o ano em R$ 5,92, ante R$ 5,95 da semana passada. Desse modo, para 2026, 2027 e 2028, as projeções são de: R$ 6,00, R$ 5,90 e R$ 5,90. Nesses três anos, foram mantidas as mesmas projeções referentes ao Boletim da semana passada.
O que fazer com os investimentos?
A bolsa de valores a princípio parece estar se recuperando. O Ibovespa em 2025 está se valorizando em 9,67%, enquanto o IFIX está ganhando 6,29%.
Então, é importante começar a considerar o investimento em renda variável, já que os mercados estão iniciando um movimento de valorização.
Inclusive, esse movimento pode ficar mais forte, quando a tendência da inflação for de queda. Assim, o COPOM terá que avaliar a política de juros e quem sabe, sinalizar cortes para o futuro.
Com um cenário assim, a bolsa tende a se valorizar ainda mais. Porém, no momento, a renda fixa também está atraente, já que a Selic está em 14,25% (mas com tendência de alta para a próxima reunião do COPOM).








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