Em 16 de Outubro de 2024 eu escrevi um artigo falando sobre o FII DEVA11. Será que o FII melhorou de lá para cá? Vamos conferir as principais novidades sobre esse fundo. Confira.
O fundo melhorou?
Ao comparar a situação de ativos adimplentes e inadimplentes, a situação piorou. Se antes DEVA11 tinha 34,2% do fundo adimplente, 57,6% com carência de pagamento e 8,2% de inadimplentes, hoje a situação é de: 30,7% adimplente, 60,5% com carência de pagamentos e 8,8% de inadimplentes.

Sobre o valor de mercado do FII, lá em outubro, o fundo podia ser negociado por R$ 34,55, sendo que hoje o valor é de R$ 32,60, um pouco inferior ao valor de outubro de 2024.

Referente às distribuições, atualmente os proventos giram próximo dos R$ 0,46 por cota, enquanto em outubro de 2024, os pagamentos giravam em R$ 0,45. Desse modo, a única melhora em DEVA11 são as distribuições.

Mas como os proventos ainda estão muito próximos daqueles de outubro, essa “melhoria” é praticamente irrelevante.
Em resumo, temos uma situação pior, com menos ativos adimplentes e uma cota com valor ainda menor no mercado.
Dividend yield alto, devo investir?
Olhando a situação de DEVA11, vejo que o momento não é oportuno. O fundo continua com muitos ativos com carência de pagamento e outros inadimplentes. Menos de 1/3 do FII está adimplente. Assim, os riscos são elevados, sem que haja boas notícias no futuro próximo.
Portanto, menos com um yield acima dos 16%, DEVA11 não pode ser considerado um bom investimento, ou uma boa oportunidade neste momento.
Tenho cotas do FII, o que fazer?
Se a posição é pequena, considere permanecer com as cotas. Mas, se o investidor possui uma posição grande, então veja a possibilidade de vender parte dos FII.
Observando que a possibilidade de piora do fundo é maior do que a de melhorar, manter uma posição muito grande em DEVA11 pode não ser uma boa opção.
Sendo que investir neste FII no momento, também não me parece uma boa ideia, visto que o fundo continua se deteriorando.
Então o mais prudente é não investir mais em DEVA11 e acompanhar a evolução do FII. Se o investidor possui posição no FII, considere permanecer, ou vender parte das cotas para aproveitar os recursos alocando em ativos mais rentáveis e seguros, como a própria renda fixa, por exemplo.
Conclusão
Antes dos problemas de DEVA11 começarem, o FII já era conhecido por sua estratégia de risco. Na busca por ativos com alto grau de rentabilidade, DEVA11 corria o risco de investir em ativos ruins, com risco elevado.
Infelizmente o risco se concretizou e com isso, o fundo derreteu junto de seus proventos. Agora, aqueles que possuem cotas do FII na carteira e aqueles que acompanham o fundo de perto, estão na expectativa que parte dos ativos que estão em carência, volte a pagar juros e amortizar.
Mas, com a divulgação de notícias ruins ao invés de boas, a realidade de DEVA11 ainda é mais dramática, não favorecendo o investimento no FII.






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