A inflação medida pelo IPCA de agosto de 2025 saiu recentemente e o seu resultado foi surpreendente, uma deflação de 0,11%. Assim, nos últimos 12 meses a inflação está em 5,13%.

Será que a deflação atual e as projeções futuras podem levar ao corte da Selic ainda em 2025? Vamos analisar as atuais condições econômicas atuais e avaliar se existe espaço.

Causas da deflação          

Ao buscar maiores explicações relacionadas à deflação de agosto, encontrei alguns motivos, como:

  • A redução nos preços dos alimentos;
  • Queda associada ao “bônus de Itaipu” nas contas de luz do mês;
  • Redução nos preços dos combustíveis;

Desse modo, a deflação de agosto ainda não pode ser considerada uma queda sistêmica da inflação, visto que nenhum dos itens está associado à área de serviços. Uma vez que os serviços são um dos principais itens que colaboraram para a tendência de aumento do IPCA.

Boletim Focus

O Focus é um instrumento muito utilizado no mercado para avaliar quais são as expectativas sobre os principais indicadores econômicos do país, sendo que um deles é a inflação.

No Boletim da última semana (05/09/2025), as projeções para o IPCA ficaram em 4,85%, muito próximas do teto de 4,5% (3% que é a meta, mais 1,5% de margem).

Desse modo, por mais que esteja próximo do teto, 4,85% ainda vão exigir do Banco Central, explicações sobre porque a meta estourou o teto.

Por outro lado, as projeções para a taxa Selic, ainda permanecem em 15% para 2025. Nesse sentido, não há expectativas para alguma redução nos juros ainda neste ano.

Então, a deflação vai se transformar em redução dos juros?

Eu acredito que não. Para 2025, muitas coisas podem acontecer, desde a manutenção dos juros (que em minha opinião é o que vai acontecer), aumento da Selic, ou até mesmo a queda.

Contudo, devido aos pontos citados anteriormente somados a todo stress externo (relacionado ao governo norte-americano e as guerras) eu não vejo muito espaço para corte dos juros neste momento.

O que fazer com os investimentos?

Eu continuo olhando a renda fixa como um dos melhores ativos do mercado. Tanto CDBs, LCIs, LCAs quanto as letras do Tesouro, são ótimos investimentos para este momento.

Principalmente os pós-fixados, atrelados à Selic ou CDI. Por serem mais seguros e líquidos, a renda fixa é uma ótima solução de investimento neste momento.

Com uma Selic em 15% ao ano, os investimentos em um bom ativo de renda fixa podem proporcionar bons rendimentos, sem expor o investidor a grandes riscos.

*Atenção: Esse artigo não representa de qualquer forma uma indicação de investimento. Se o leitor investir em qualquer ativo citado aqui, ou não, fará esse investimento por conta em risco. A Oliver Investimentos como o autor deste artigo se isentam de qualquer responsabilidade.  

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