Hoje o artigo será sobre um dos investimentos mais antigos da humanidade, o ouro. Nos últimos meses o ouro foi um dos ativos mais valorizados no mercado financeiro.
Nos últimos 12 meses, o ouro está valorizando aproximadamente 33,6%. Mas, como tudo na vida, investir no metal precioso nem sempre é sinônimo de sucesso. Por isso acompanhe o nosso artigo e conheça as principais vantagens e desvantagens do ouro.
Quais são as vantagens?
Investir em ouro pode trazer diversos benefícios, sendo que os principais são:
Diferentes formas de investir;
Atualmente o ouro pode ser acessado de diferentes formas. Além da possibilidade de investir em ouro por meio da aquisição de barras ou joias, há diversos ativos no mercado financeiro que investem no metal, como fundos de investimentos e ETFs. Ótimos exemplo são:
Fundos de investimento:
ETF:
Valorização ao longo dos anos;
Ao longo dos anos o ouro está se valorizando. Por exemplo, ao pegar os últimos 20 anos o metal precioso vem se valorizando em mais de 1.700%.

Ativo mundialmente conhecido;
Em qualquer parte do mundo, as pessoas reconhecem o ouro e valorizam o metal. Desse modo, podemos dizer que o ouro é mundialmente reconhecido como um metal precioso e de alto valor.
Amplamente utilizado como joia;
Outra característica que beneficia o ouro a ser amplamente reconhecido no mundo é sua participação no segmento de joias e luxo. Muitas companhias que trabalham com joias de luxo, como Cartier e Tiffany, utilizam o ouro como matéria prima para suas joias.
Metal serve como reserva em muitos Bancos Centrais;
Muitos Bancos Centrais enxergam no ouro, um ativo de reserva de valor. Por exemplo, a China vem comprando grandes quantidades de ouro há muitos anos.

Assim, com o mercado mais aquecido, principalmente devido a grande demanda de alguns Bancos Centrais, a tendência é que no longo prazo, o ouro permaneça se valorizando.
E as desvantagens?
Apesar de ser um ativo muito interessante, o ouro também reserva algumas desvantagens, como:
Volatilidade;
Sem dúvidas, um dos maiores riscos está vinculado à volatilidade do ouro. Apesar da valorização ao longo dos anos, há alguns momentos onde o ouro pode “andar de lado” ou até depreciar. Por exemplo, entre os anos de 2011 até 2014, o metal praticamente manteve o seu valor, sem grandes oscilações. Já entre meados de 2015 e 2016, houve uma grande desvalorização. Confira:

Falta de liquidez;
Ao investir em fundos ou ETF que aplicam seus recursos em ouro, o investidor terá sua liquidez associada às regras de resgate do fundo. No caso do ETF, essa liquidez está vinculada ao mercado em si. Contudo, em suma, essa liquidez é boa, principalmente se o investidor não for movimentar grandes valores.
Porém, quando tratamos da negociação de ouro fisco, as coisas podem se tornar um pouco mais complexas, já que a possibilidade de vender o metal pelo mesmo valor de mercado, nem sempre é uma realidade. Na verdade, muitos interessados poderão oferecer valores bem abaixo do preço de mercado.
Nesse sentido, comprar ouro físico pensando em negociar ele rapidamente, visando o lucro rápido, possivelmente não é uma boa estratégia.
Inclusive, vale destacar que joias normalmente são negociadas a preço muito acima do mercado do ouro ou da prata, mesmo que o grau de pureza do artefato não seja de 100%. Na realidade, as joias de ouro, por exemplo, normalmente são feitas em 18 quilates, ou 75% de pureza. Assim, o valor de mercado dela pode despencar consideravelmente.
Então, observando esse cenário, o ouro financeiro, negociado por meio de ETFs e fundos de investimentos, aparenta ser a melhor solução para investidores que buscam no metal uma diversificação e até a possibilidade de especular nesse mercado.
Riscos inerentes à reserva de ouro físico;
Comprar barras de ouro de 24 quilates (100% puras) e armazenar em casa, pode ser algo perigoso, principalmente no Brasil, onde os furtos são constantes. Desse modo, a melhor forma de investir em ouro é por meio de fundos e ETFs.
Conclusão
Analisando o desempenho do metal precioso ao longo dos anos, está claro que o ouro é uma alternativa de investimento interessante e precisa ser considerada.
Contudo, como Warren Buffett já mencionou: “o ouro não constrói renda”. Ou seja, não espere que o investimento em ouro vá lhe gerar aluguéis, distribuições de lucro, ou até mesmo juro sobre a quantia investida.
Por isso, observando aqueles investidores que estão iniciando, talvez o ouro não seja uma prioridade. Na realidade, eu vejo o metal precioso como uma opção viável para aqueles que já possuem uma carteira consolidada e uma estratégia desenvolvida.
Sem falar que o rendimento passado não é garantia de resultado futuro. Assim, o investimento em ouro é de risco e pode ser extremamente volátil ao longo dos anos.
*Atenção: Esse artigo não representa de qualquer forma uma indicação de investimento. Se o leitor investir em qualquer ativo citado aqui, ou não, fará esse investimento por conta em risco. A Oliver Investimentos como o autor deste artigo se isentam de qualquer responsabilidade.






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