A bolsa de valores brasileira está subindo mais de 30% em 2025 e em pouco mais de um mês, estaremos em 2026. Então surge a pergunta, será que 2026 será o ano da renda variável?

O mercado está na expectativa de ver uma redução na Selic no próximo ano. Desse modo, dependendo da resposta da economia, essa redução pode ser leve e rápida, como maior e mais longa.

Assim, dependendo de diversos fatores, como: mercado de trabalho, inflação, PIB e o dólar, o BC poderá executar um corte mais agressivo, ou não. Nesse sentido, a bolsa será impactada, de forma positiva, com valorização, ou negativa, gerando perdas nos valores dos ativos.

Ano de eleição tudo pode acontecer

Para aumentar ainda mais as incertezas sobre 2026, ou instigar ainda mais a expectativa do mercado, teremos as eleições presidenciais.

O rumo do país será decidido em 2026. Desse modo, o mercado provavelmente estará volátil e com as movimentações da economia e eventualmente dos juros, as coisas podem ficar ainda mais turbulentas.

Se você for otimista

Considerando os pontos supracitados, podemos desenhar três linhas de raciocínio. Uma delas é otimista. Nessa linha identificamos a redução do IPCA e a possibilidade do BC iniciar uma movimentação de redução da Selic em 2026.

Sendo que estes cortes podem superar as expectativas do mercado, levando os juros ainda mais para baixo (quem sabe até próximo dos 10% ao ano). Nesse sentido, a bolsa provavelmente terá mais espaço para alta, favorecendo a entrada do investidor no mercado de renda variável.

Se você for pessimista

A segunda linha mostra um investidor mais pessimista. Nesse contexto, mesmo que haja um corte na Selic, devido às eleições e toda a turbulência que o Brasil vive e poderá viver, o investidor resolve manter uma posição mais defensiva no mercado, dando prioridade para os investimentos de renda fixa. Vale destacar que mesmo que a Selic caia até uns 10% ao ano (ponderando a visão otimista), o mercado de renda fixa continuará pagando 2 dígitos aos investidores. Fato que ainda é muito vantajoso.

Estratégico

Na linha mais estratégica, o investidor vai ponderar sua decisão de investimento alinhada com sua estratégia e não com base no contexto atual.

Então se a carteira possui uma alocação de 50% em renda fixa e 50% em renda variável, o investidor manterá essa estratégia em 2026, não importando se o mercado vai ou não crescer.

Lógico que alterações na estratégia poderão ser consideradas. De repente, analisando que a renda variável poderá crescer, o investidor pode reduzir sua participação na renda fixa para 40%, ou coisa do gênero.

O importante da linha estratégica está associado ao desenho de uma carteira pré-definida, não importando contexto econômico, juros ou inflação. Já que em teoria, dentro dessa carteira já estarão posições e ativos que vão se beneficiar dos movimentos desses indicadores econômicos.

Conclusão

Voltamos à pergunta inicial, será que 2026 será o ano da renda variável? E a resposta: Não sabemos. Infelizmente não há como saber com exatidão se a bolsa de valores, Ibovespa, IFIX e demais ativos vão continuar valorizando em 2026.

Contudo, se a taxa de juro iniciar uma trajetória de queda, com perspectivas positivas para 2027, há possibilidades maiores com relação à alta do mercado de renda variável.

Mas, de qualquer forma, o mais prudente é ficar atento ao mercado, elaborando uma estratégia de longo prazo, visando estar preparado para diferentes cenários, até mesmo aqueles menos prováveis. 

Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.

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