Com a liquidação do Banco Master, milhões de investidores que tinham aplicações na instituição entraram com o pedido junto ao FGC para recuperar seus valores.
Assim, bilhões de reais foram utilizados pelo FGC para restituir esses investidores. No final, os investidores estão recebendo os seus valores corrigidos até o dia 18/11/2025 (data da liquidação) e o FGC está ficando com um grande rombo em suas contas (devido aos valores que foram alocados para pagar os investidores).
Até aqui, aparentemente os investidores são os menos prejudicados. Mas será? Será que valeu a pena investir no Master?
Mídia publica opiniões diferentes sobre tal perspectiva
Enquanto o FGC ainda não tinha iniciado os pagamentos aos investidores do Master, alguns veículos midiáticos publicaram notícias falando sobre os prejuízos dos investidores, já que desde o dia 18/11/2025 os valores não eram mais corrigidos.

Contudo, após o FGC ter iniciado os pagamentos, outras opiniões têm sido compartilhadas na internet, como:

Em resumo, há duas visões bem distintas, sendo que nenhuma delas está 100% correta, ou 100% errada.
Na verdade, o lucro ou prejuízo depende muito da rentabilidade do título que o investidor tinha e o prazo. Por exemplo, se o investidor tinha por anos um CDB pagando 17% ao ano, prefixado, é possível que ao final de 3 meses sem rentabilidade, esse investidor em específico ainda tenha ganhado mais dinheiro com o Master, em comparação a um CDB de um grande banco que paga 100% do CDI.
Contudo, se o investidor comprou o mesmo CDB com 17% de juro prefixado a poucos meses da liquidação do Master, talvez essa rentabilidade não tenha sido boa suficiente para remunerar o capital a ponto de ainda ganhar de um CDB de 100% do CDI, contando os 3 meses em que o título ficou sem remuneração.
Talvez aqueles que mais perderam foram os investidores que liquidaram os títulos antes da liquidação
Dando continuidade nesse pensamento sobre quem ganhou com o Master, talvez, esteja mais claro aqueles que perderam.
Com o anúncio de que o Master não estava bem, muitos investidores começaram a liquidar suas posições na instituição financeira. Desse modo, corretoras, como a XP, mostravam em suas plataformas uma enorme quantidade de CDBs do Master, com valores de entrada inferiores a R$ 1.000,00 e taxas de retorno elevadíssimas, chegando à casa dos 140% do CDI e acima dos 19% de juro prefixado.
Isso só era possível porque havia investidores dispostos a vender seus títulos a taxas muito baixas. Desse modo, eles conseguiam recuperar parte do capital, porém, provavelmente, abriam mão de boa parte da rentabilidade já conquistada, ou até, do próprio valor do principal.
Nesse sentido aqueles que tinham os valores alocados e aguardaram a liquidação, acabaram sendo “recompensados”. Enquanto os investidores que liquidaram seus títulos, talvez não tenham feito o “melhor negócio”.
Conclusão
Então o negócio é investir em bancos que pagam as maiores taxas e não ligam para a qualidade das instituições? Não, definitivamente não. Eu acredito que após o Master, o investidor precisa ficar mais atento ao banco que vai investir, como também, diversificar os seus investimentos a fim de evitar uma exposição muito grande em uma única instituição.
Mesmo que exista o FGC, não dá para confiar 100% nele. Dessa maneira, o mais correto é evitar bancos com problemas, ou que ofereçam taxas muito distantes da média do mercado. Aliado a isso, diversificar os investimentos também é algo prudente.
Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.





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