Nos últimos dias acompanhamos o desenrolar de mais uma guerra, agora no Irã. Os Estados Unidos e Israel lançaram e ainda estão lançando diversos ataques contra o país localizado no Oriente Médio.

Como consequência desses ataques, temos a morte do principal líder do país, Ali Khamenei, além de figuras importantes, como o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Dessa forma, um dos principais objetivos desses ataques é tentar mudar o regime no país, ou pelo menos, abrir caminho para que um “aliado” possa liderar o Irã.

Contudo, a guerra está se espalhando pelo Oriente Médio, influenciando no aumento do preço do petróleo, além de ocasionar o aumento do risco para o transporte de mercadorias. Desse modo, será que as consequências desse conflito podem impactar em nossa política de juros? Vamos pensar um pouco sobre essa situação…

Tendência era de queda dos juros

Observando os principais veículos midiáticos, a tendência era de queda dos juros. Ou seja, na reunião do COPOM que ocorrerá entre os dias 17 e 18 de março, o mercado aguardava por um corte na Selic.

Mas, com o desenrolar do conflito no Irã, as tendências podem mudar, ao menos, por enquanto.

Ao buscar mais informações nas principais mídias especializadas, identificamos um pessimismo sobre o “provável corte” nos juros, como também, uma eventual mudança de tendência. Veja algumas manchetes a seguir:

Bloomberg:

CNN:

Veja:

Olhando essas manchetes, aparentemente o corte na Selic parece estar ameaçado. Porém, não está.

Na grande parte, o mercado ainda aguarda o corte nos juros, mas o tamanho do corte é que está sendo questionado. Antes havia uma boa expectativa sobre um corte de até 0,75, contudo, agora, as projeções são de 0,50 e até 0,25.

Conclusão

A guerra no Irã provavelmente vai influenciar negativamente a inflação. Tanto através do preço do combustível, elevando o valor, como por meio de outros produtos e serviços. Já que o transporte vai sofrer com o eventual aumento dos combustíveis.

Enquanto os preços não sobem, ou pelo menos o impacto não é passado para nós, consumidores, é importante ir se preparando. Porque o choque possivelmente ocorrerá em algum momento. Principalmente se a guerra permanecer por mais tempo.

Sobre a tendência de corte da Selic, eu praticamente acredito que os juros tendem a cair. Mas é claro que o BC vai permanecer vigilante. Assim, se a inflação subir, o ciclo de cortes pode ser curto.

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