Após a liquidação do banco Master, alguns atores do mercado financeiro enxergam risco em outras instituições financeiras.

Acompanhe e veja mais detalhes sobre duas instituições que estão mais “frágeis”:

Digimais

Um dos bancos com problemas é o Digimais. A instituição financeira é ligada ao proprietário da rede de televisão Record, Edir Macedo.

O Digimais é conhecido por ser um banco digital, cujos títulos são amplamente negociados em grandes corretoras, como o BTG Pactual e a XP Investimentos.

Dentre os principais problemas da instituição financeira, estão os prejuízos recorrentes, além do Patrimônio Líquido negativo, em cerca de R$ 8,5 bilhões.

Contudo, um fato positivo pode ser a eventual negociação com o BTG Pactual. A princípio, o Pactual demonstrou interesse em comprar o Digimais. Porém, não há nada concreto até o momento. Tudo especulativo.

BRB (Banco Regional de Brasília)

A instituição financeira tinha fortes ligações com o banco Master e assim, vieram à tona algumas situações duvidosas a respeito das operações do banco.

Uma delas está vinculada à compra de carteiras de crédito da instituição liquidada (Master). O rombo pode chegar a R$ 15 bilhões.

Mas diferente do Digimais, o BRB ainda não possui um PL negativo. Fato que pode ser interpretado como positivo. Mas, ainda assim, é importante ter cuidado com relação ao banco.

Querendo ou não, os próximos resultados do BRB possivelmente serão bem ruins devido ao rombo ocasionado pelas operações junto ao Master.

Invisto nessas instituições, o que fazer?

Em minha opinião, o momento é de atenção. Se o investidor tem capital aplicado em investimentos de liquidez diária nessas instituições, talvez esse seja o momento para retirar e aplicar esses valores em ativos mais seguros, como as letras do Tesouro Selic, ou CDBs, LCIs ou LCAs de bancos mais sólidos, como o Itaú, Banco do Brasil, Caixa e Bradesco.

Investimentos com liquidez somente no prazo de vencimento, podem ser mais complexos de serem liquidados no momento, uma vez que a taxa de desconto para os ativos desses bancos podem ser grandes demais. Nesse caso, o investidor precisa avaliar com cuidado o que fazer. Será que líquido tudo agora e “tomo o desconto”, ou será que aguardo até o vencimento ou uma possível liquidação?

Para aqueles que observam a situação e pensam em aproveitar as altas taxas, fiquem atentos! Em uma eventual liquidação, o FGC pode levar mais tempo para liberar os valores. Nesse sentido, o tempo pode ser longo o suficiente para tornar um “bom investimento” em algo bem ruim.

Destacando que o BRB e Digimais são instituições associadas ao FGC, mas nem todos os investimentos são cobertos. Por exemplo, CDB, LCI e LCA são, mas fundos de investimento, não.

Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.

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