A partir de 30 de janeiro de 2023 a bolsa de valores estará permitindo o lançamento de ETFs que pagam dividendos, semelhante aos ETFs que existem em outros países, como nos Estados Unidos.

A grande diferença dos ETFs atuais para os que pagam dividendos está nas distribuições.

Portanto, ao invés de permanecer com os dividendos e reinvestir no próprio ETF, o fundo de índice poderá distribuir os ganhos aos seus cotistas.

Se você busca conhecer mais sobre os ETFs que pagam dividendos, acompanhe.

O que são ETFs que pagam dividendos?

Antes do dia 30 de janeiro, os ETFs no Brasil não podiam distribuir dividendos aos seus cotistas, ou seja, todos os ETFs listados na bolsa não faziam pagamentos.

Os ganhos recebidos por meio dos ativos que compõem a carteira são todos reinvestidos em sua própria carteira.

Agora, com a permissão para pagar dividendos, as instituições financeiras poderão lançar ETFs e distribuir rendimentos aos seus cotistas.

Vale destacar que os ETFs já listados na bolsa, não poderão distribuir rendimentos, somente os novos.

Assim, os mais de 400 mil investidores não receberam dividendos daqueles 84 ETFs disponíveis no mercado, somente de novos ETFs.

Vantagens do ETFs que pagam dividendos

A grande vantagem fica por conta dos dividendos. Ao investir nos ETF que não pagam dividendos, o cotista tinha somente uma forma de ganhar dinheiro: com a valorização das cotas e consequente venda.

Com os ETFs que pagam dividendos, há como lucrar com as distribuições periódicas. Como ainda não há ETFs que pagam dividendos listados na bolsa, não é possível afirmar o funcionamento dos dividendos e sua periodicidade.

Mas, se o ETF seguir as regras do mercado norte-americano, pode ser que os pagamentos ocorram trimestralmente ou até mensalmente.

Tudo vai depender do tipo de ETF e de sua gestora. Inclusive existem alguns BDRs que são derivados de ETF norte americanos que pagam dividendos, como é o caso de IVV, ou BIVB39.

No Brasil, os dividendos pagos pelo BDR sofrem com a retenção de alguns impostos, começando por 30% do imposto nos Estados Unidos.

Depois, no Brasil, o valor ainda sofre a retenção de 0,38% de IOF e 3% da taxa da B3, Com o pagamento de dividendos por meio dos ETF brasileiros, é bem provável que os ganhos não sofram qualquer tipo de retenção, ao menos, até o presente momento.

No Brasil, BIVB39 gerou rendimentos na casa dos 1,27% em 2022. Comparado a opções como os FIIs, Fiagro e demais ativos, os rendimentos foram muito baixos.

Mas ainda sim, a grande vantagem dos ETFs que pagam rendimentos está relacionada aos dividendos e a possibilidade de utilizar tais recursos para investir em outros ativos, ou construir renda por meio deles.

A eventual valorização das cotas e melhora dos negócios que compõem o índice, de alguma forma vão influenciar na valorização do ETF e no aumento dos dividendos, de modo que o rendimento de hoje, possivelmente, será maior no futuro.

Como o mercado de ETFs no Brasil vem crescendo, além dos ETFs ligados às ações, há outras áreas que podem oferecer bons dividendos, como os Fiagro, títulos públicos, fundos imobiliários, renda fixa em geral e demais.

Sem falar que os ganhos por meio dos dividendos podem ajudar a evitar a venda das cotas, mesmo quando há valorização, assim, o investidor evita de recolher IR sobre os ganhos, reduzindo a carga de impostos sobre os investimentos.

Tributação dos ETF

Até o presente momento os ETFs são tributados quando há lucro na venda. Ou seja, o cotista vende o ETF e obtém lucro.

Com os dividendos, no momento, é provável que a renda seja isenta, da mesma forma que acontece com os FIIs e as ações.

Assim, comparado aos ETFs tradicionais que não pagam dividendos, os futuros fundos de índices que vão pagar dividendos, vão se tornar muito mais interessantes.

A possibilidade de ganhar dividendos e construir renda por meio deles vai beneficiar muito os investidores de longo prazo que buscam alternativas visando prazos maiores de investimento.

Com relação à declaração de imposto de renda, é muito provável que os ETFs que pagam dividendos não sejam diferentes dos fundos de índices e o lançamento seja siga o mesmo ritual do atual.

Conclusão

O que já é uma realidade em outros países, como os Estados Unidos, se tornar aqui no Brasil também.

Investir em fundos de índices é muito interessante e vantajoso. Comprar um índice inteiro por meio de um ETF é algo sensacional.

Mas, até 30 de janeiro, a ideia não chamava tanta atenção, devido aos dividendos. Como o fundo reinveste tudo em si próprio, o investidor fica atrelado aos ganhos somente por meio da venda.

Sendo que a venda com ganhos, necessariamente será seguida do recolhimento de impostos.

Assim, os ETF ainda não têm tanta aderência no mercado, como as ações e os fundos imobiliários.

Mas, com a possibilidade de distribuir rendimentos por meio dos ETFs, é muito provável que mais investidores busquem os fundos de índices a fim de diversificar e construir novas fontes de renda.

Nos Estados Unidos, por exemplo; alguns ETF, como o próprio IVV (que segue o índice S&P 500), costuma gerar distribuições na casa dos 2% ao ano, já os índices brasileiros poderiam pagar rendimentos maiores, sendo que ETFs com foco em empresas pagadoras de dividendos poderiam gerar rendimentos ainda maiores.

Sem dúvidas, os ETFs com pagamento de dividendos têm muito a colaborar com o mercado nacional. 

Uma resposta a “Conheça mais sobre os ETFs que pagam dividendos”

  1. […] existem milhares de ETFs que distribuem proventos. Nesse sentido, acompanhe o artigo e conheça algumas opções de ETFs nacionais bem […]

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