Para construir um bom patrimônio financeiro, não basta poupar e investir, a pessoa terá que superar a inflação. Mas como vencê-la?
Auferir ganhos consideráveis e mitigar eventuais prejuízos são iniciativas importantes, contudo o investidor precisa ter consistência em seus resultados.
Será através dos ganhos recorrentes, que o patrimônio crescerá e poderá superar a inflação com mais tranquilidade. Então veja a seguir, como vencer o maior inimigo do investidor, a inflação.
Acompanhe de perto os seus rendimentos
Atualmente superar a inflação está “fácil”, visto que a taxa de juro está em um nível bem superior à inflação medida pelo IPCA.
Com uma Selic em 10,75% ao ano, o ganho real é de aproximadamente 6%, já que o IPCA dos últimos 12 meses está em 4,42%.
Portanto, para vencer a inflação sob o atual contexto, basta que o investidor alocar seus recursos em bons títulos de renda fixa pós-fixados, como CDBs, letras do Tesouro Selic, LCI, LCA e fundos DI, por exemplo.
Mas e no longo prazo, como podemos vencer as oscilações da inflação
Quando a inflação supera o juro
No Brasil tal cenário não é muito comum, mas já aconteceu. Entre os anos de 2020 e 2021, a taxa de juros no Brasil ficou em um nível muito baixo. Na época, a Selic caiu para os 2%, terminando 2020 em 2% e 2021 com 9,25%. Em contrapartida, a inflação ficou em 4,52% em 2020 e 10,1% em 2021.
Com isso, neste período, vencer a inflação não foi uma tarefa fácil. Mas ao diversificar a carteira, o investidor poderia melhorar a performance dela e quem sabe, assegurar uma rentabilidade superior ao IPCA.
Se em uma situação assim, os títulos pós-fixados se tornam pouco eficientes, o investidor pode recorrer aos produtos de renda fixa com rendimentos atrelados ao IPCA, por exemplo.
Desse modo, no curto e médio prazo, o investidor consegue garantir ganhos superiores à inflação, já que tais títulos oferecem IPCA mais juros prefixados.
Títulos prefixados podem ajudar
Outro investimento que pode garantir ganhos superiores à inflação, são os títulos prefixados.
Contudo aqui, o investidor precisa ter cuidado. Como o ativo possivelmente terá liquidez restrita só no vencimento, seu rendimento não sofrerá alterações até lá.
Sendo assim, o investidor precisa avaliar com cuidado se o momento é propício para investir.
Por exemplo, antes da taxa de juros chegar a 2%, ela estava em patamares mais elevados. Neste momento, quando o juro está em queda, pode ser interessante travar os rendimentos dos seus investimentos.
Assim os títulos prefixados podem ser considerados e melhor avaliados. Mas todo cuidado é pouco, já que uma alteração nas expectativas, pode mudar o rumo dos juros.
Dessa maneira, ao invés de cair, o juro pode subir e com isso, aquele título prefixado adquirido, pode acabar gerando retorno abaixo das expectativas de juros futuras.
Dependendo da situação, até a inflação futura, poderá ser maior que o rendimento do título prefixado.
E a renda variável?
A bolsa de valores e os investimentos que fazem parte dela também podem ser úteis na busca por rendimentos maiores.
Quando o juro está em queda e a inflação permanece controlada, muitos investidores voltam suas atenções à bolsa de valores. Com isso, muitos ativos que fazem parte da bolsa, se valorizam devido a alta procura.
Assim, com o intuito de garantir bons rendimentos, o investidor pode focar suas atenções nas ações, fundos imobiliários e nas ETFs.
Porém, investir na renda variável exige atenção. Dessa maneira, uma opção menos arriscada seria o investimento em ETFs, já que são fundos diversificados e que seguem um índice da bolsa.
Portanto, os riscos são consideravelmente menores, quando comparados ao investimento direto em ações.
Há também os fundos imobiliários e os ETFs que fazem distribuições mensais. Esses dois tipos de investimentos podem compensar parte dos seus riscos através dos rendimentos.
Mas, antes de investir é muito importante analisar as opções existentes na bolsa e o contexto econômico. Assim, fica mais fácil definir uma estratégia de investimento.
Resumo
Manter os ganhos consistentes acima da inflação não é tão simples e exige do investidor, um bom acompanhamento.
Assim, no Brasil, a renda fixa continua a ser uma ótima opção de investimento. Os títulos pós-fixados (com liquidez diária e atrelados ao CDI, ou à Selic) são investimentos menos arriscados e com bom rendimento.
Nesse sentido, os títulos prefixados, surgem como alternativas para momentos onde os juros estão em queda. Agora, quando a inflação está em alta, os papéis atrelados ao IPCA se mostram mais eficientes.
Dentro da renda variável também existem bons ativos que podem fazer parte da carteira do investidor, como é o caso das ações, fundos imobiliários e ETFs.
Contudo, antes de investir, conduza uma boa análise, observando todas as opções existentes no mercado. Além disso, não deixe de acompanhar o cenário econômico nacional.
Querendo ou não, eventuais perdas na renda variável, vão repercutir negativamente em sua carteira e poderão influenciar negativamente seus rendimentos, fazendo seu portfólio perder para a inflação.






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