Sem medidas contundentes para reduzir o déficit fiscal, o mercado continua pessimista com relação à inflação. Desse modo, as projeções para a inflação pioraram no mais recente Boletim Focus.
O câmbio e o PIB também tiveram alterações. Nesse sentido, vamos analisar a seguir, os principais dados do Boletim Focus divulgado hoje
IPCA sobe para 2024 e 2025
Uma atividade econômica mais forte, acrescido do descontrole dos gastos, não pode resultar em coisa diferente, senão, mais inflação.
De acordo com o último Boletim Focus, o IPCA de 2024 tem tudo para terminar o ano em 4,55% (antes era de 4,5%).
Já em 2025, a métrica passou dos 3,99% para os 4%. Em 2026 e 2027 as expectativas permaneceram as mesmas: 3,6% e 3,5% respectivamente.
Selic se mantém estável
Apesar do aumento do IPCA, a Selic continua em 11,75% para 2024, 11,25% em 2025, 9,5% em 2026 e 9% em 2027.
Contudo, se a inflação permanecer aumentando, é possível, que em algum ponto, a Selic volte a subir.
Dólar em alta
Junto do IPCA, outro indicador que subiu, foi o dólar. Assim a projeção para a moeda norte-americana saiu dos R$ 5,42, indo para R$ 5,45.
Sendo que para 2025, a expectativa permaneceu em R$ 5,40. Para 2026 a projeção subiu, chegando a R$5,33 (antes era de R$ 5,30). E para 2027, o dólar subiu dos R$ 5,30, chegando aos R$ 5,35.
PIB em alta
Com uma atividade econômica elevada, o PIB do Brasil continua subindo segundo as expectativas do mercado.
Se na semana passada o PIB estava em 3,05%, hoje as expectativas estão apontando para alta de 3,08%.
Para 2025, 2026 e 2027, as projeções se mantiveram as mesmas, 1,93%, 2% e 2% respectivamente.
E os investimentos?
Com mais inflação no radar, há grandes chances da Selic permanecer nos dois dígitos. Além disso, não podemos descartar uma piora ainda maior, forçando o Banco Central a subir mais o juro.
Desse modo, a renda fixa pós-fixada permanece interessante e vantajosa. Assim, outros títulos de renda fixa podem ser avaliados, como aqueles atrelados ao IPCA, ou Prefixados.
Contudo, como não há uma expectativa de estabilidade ou queda dos juros no curto prazo, ainda é mais interessante investir nos títulos pós-fixados.
Com relação à renda variável, no momento, existem diversas oportunidades, uma vez que a renda fixa está bem atraente, influenciando no “êxodo” dos investidores da bolsa, para a renda fixa.
Porém, antes de sair por aí, comprando qualquer ação, ETF, FII, ou outro ativo de renda variável, faça uma boa análise. Por mais que o momento seja “ruim” para a renda variável, nem todos os ativos que estão se desvalorizando, vão conseguir se recuperar, quando o cenário econômico e monetário melhorar.






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