Depois de uma campanha com direito a troca de candidato após debate e tentativa de assassinato, Donald Trump se tornou o 47° presidente dos Estados Unidos.

Mas então, qual será o impacto das eleições norte-americanas, para nós brasileiros? Vamos analisar alguns possíveis cenários a seguir: 

Incentivos a economia Norte-Americana

Se Trump repetir a estratégia de incentivos, do primeiro mandato, é provável que a economia norte-americana ganhe mais força. 

Contudo, existem algumas dúvidas sobre o resultado de eventuais incentivos. Uma dessas dúvidas está associada à dívida pública. Se Trump abrir mão de impostos, ou criar incentivos, provavelmente, tais medidas terão impacto imediato no orçamento dos Estados Unidos (gerando mais despesas). 

A ideia aqui, ou pelo menos uma expectativa, é que os incentivos dêem resultados no médio e longo prazo. Querendo ou não, com mais incentivos, a tendência é que haja mais negócios e com isso, mais impostos sejam recolhidos. Mas, se isso não acontecer, os Estados Unidos terão uma dívida cada vez maior. 

Só para comparação, em 2019, antes da pandemia da COVID-19, a relação dívida/PIB dos Estados Unidos era de 106%. Em 2023, essa relação chegou a 123%. 

Protecionismo 

Outra política que os Estados Unidos poderão implementar, é uma política protecionista.

Para dar mais gás aos produtos e serviços “made in usa”, Trump pode aplicar taxas em produtos e serviços estrangeiros. Ou até mesmo, barganhar algum benefício para sua economia, como a redução de impostos para os produtos e serviços norte-americanos. 

Como os Estados Unidos são a maior economia do planeta, muitos países têm interesse em vender e continuar vendendo para eles. Portanto, não vejo por que os países não negociariam com os norte-americanos. 

Pensando na questão relacionada à dívida norte-americana, o protecionismo, com a cobrança de taxas sobre produtos importados, pode ajudar no equilíbrio das contas (aumentando a arrecadação através dos produtos importados). Contudo, os impactos desse “benefício”, ainda são difíceis de prever. 

Alinhamento com o Brasil?

Sob o governo Lula, dificilmente haverá algum alinhamento. Por estarem em campos opostos, politicamente, a tendência é que haja um distanciamento entre os dois governos. 

Inclusive, caso não haja interações positivas entre os governos, medidas protecionistas tendem a acontecer. Fato que só prejudicará o Brasil.

De qualquer forma, ainda é cedo para cravar que o Brasil sofrerá perdas por não estar alinhado politicamente com os Estados Unidos. Mas dá para projetar que a relação daqui para frente será difícil. Ao menos, até as eleições de 2026. 

Inflação?

Quando temos uma atividade econômica aquecida e pouco desemprego, normalmente enxergamos um cenário perfeito para inflação. Hoje, os Estados Unidos estão com desemprego em 4,1% e um PIB, crescendo a uma taxa anualizada de 2,8%. 

Desse modo, a economia já se encontra em uma situação, onde mais incentivos, poderão desencadear mais inflação.

Fato que seria ruim para o Brasil e para o mundo, já que a inflação maior vai exigir aumento dos juros, acarretando na “fuga de dólares”. 

Se os Estados Unidos subirem os juros, naturalmente, todos os investidores vão preferir alocar os recursos em títulos públicos norte-americanos, já que eles são considerados os mais seguros do planeta. 

Assim, esse “êxodo de dólares” poderia influenciar no aumento da cotação do dólar em todo o planeta. Contudo, isso é uma projeção. Dependendo do programa econômico aplicado por Trump, talvez não haja inflação.

Impactos imediatos

A vitória de Trump já trouxe impactos imediatos nos Estados Unidos. No momento em que escrevo este artigo, o S&P 500, está se valorizando em 1,89%. Enquanto o dólar turismo, está cotado em R$ 6,00! Desde a época da pandemia, o Brasil não via um dólar tão alto. O Ibovespa tem uma leve queda de 0,64% no momento.

Consequências futuras

Considerando que a relação entre os governos não será das melhores, ou pelo menos, muito aquém do que havia entre Biden e Lula, podemos nos preparar para tempos difíceis no Brasil.

Se o governo federal não realizar os cortes no orçamento, para aliviar a dívida pública e conseguir, o tão sonhado, superávit, a tendência é de alta do dólar e dos juros. Em paralelo, os preços também tendem a subir, uma vez que boa parte dos produtos e serviços consumidos no Brasil, tem alguma espécie de “dolarização”. Nesse sentido, é bom ficar preparado para os próximos dias, semanas e meses. 

Destacando que este artigo retrata minha opinião, sobre a eleição de Donald Trump, e as eventuais consequências. 

Respostas de 3 a “Donald Trump, o 47° presidente dos Estados Unidos”

  1. […] indicador que está sofrendo mudanças consideráveis é o câmbio. Com a vitória de Trump, o Brasil poderá enfrentar sérias […]

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  2. […] a eleição de Donald Trump, há uma expectativa que o novo presidente norte-americano conduza diversos incentivos à economia […]

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  3. […] com a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, o Bitcoin tornou-se extremamente relevante. Desse modo, surge a dúvida: Será […]

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