Se de um lado temos a renda fixa, do outro temos a renda variável. Ambas as classes de investimentos são extremamente importantes, contudo, é na renda variável que o investidor pode alcançar os maiores resultados. Conheça mais sobre ela a seguir:
Definição de renda variável
Todos os investimentos, onde a pessoa não tem como conhecer a rentabilidade de forma antecipada, são considerados de renda variável.
Nesse sentido, um CDB não é de renda variável, já que a rentabilidade pode ser pré-fixada, pós-fixada ou atrelada ao IPCA mais juros pré-fixados.
Contudo, as ações, fundos imobiliários, ETFs e BDRs são considerados de renda variável. Além desses investimentos, há outros também que podem ser incluídos na renda variável. Uma vez que não é possível conhecer os eventuais rendimentos de forma antecipada.
Porque a renda variável rende mais?
Justamente devido a sua imprevisibilidade. Porém, da mesma forma que a renda variável pode render mais do que a renda fixa, ela pode gerar prejuízos consideráveis.
Nesse sentido, comparado a renda fixa, a renda variável é muito mais arriscada, exigindo do investidor mais conhecimento sobre os ativos.
Por exemplo, atualmente, um Tesouro Selic, ou CDB com 100% do CDI, está rendendo por volta dos 11,25% ao ano.
Agora, ao analisar o índice Ibovespa, o mesmo está proporcionando desvalorização de 5,09% em 2024.
Mas, se o investidor for analisar especificamente as ações da WEGE3, as mesmas estão se valorizando em mais de 52% somente em 2024.

Ou seja, de três investimentos, um de renda variável, que é o índice Ibovespa, está gerando prejuízo aos seus investidores. A renda fixa, por sua vez, está conseguindo proporcionar bons retornos, bem acima da inflação (que nos últimos 12 meses é de 4,76%). Mas nenhum dos investimentos chega perto do retorno das ações da WEGE3.
Resumindo: Olhar para trás e identificar os melhores resultados na renda variável é fácil. O grande problema é encontrar boas oportunidades agora, que vão render ganhos semelhantes aos que a WEGE3 gerou.
Por isso, a renda variável pode oferecer retornos muito maiores do que a renda fixa, mas também é muito mais arriscada.
Existe uma forma de reduzir os riscos?
Investindo em mais ativos. Nesse sentido, o investidor pode construir uma carteira com produtos de renda variável e fixa. Além disso, há várias ações, fundos imobiliários, criptomoedas e demais ativos de renda variável que podem fazer parte da carteira, e assim, mitigar os riscos do investidor.
Por exemplo: se o Ibovespa hoje não está gerando bons retornos, o Bitcoin por sua vez está. Da mesma forma que o dólar, ou o ouro. Mas, por outro lado, os fundos imobiliários também estão sofrendo com a volatilidade do mercado e proporcionando perdas consideráveis aos seus investidores.
Dessa maneira, ao diversificar, o investidor dilui os riscos entre os ativos que compõem a carteira. Mas, para fazer uma diversificação inteligente, o investidor precisa conhecer e avaliar a correlação entre os ativos.
Por exemplo, se o mercado financeiro nacional estiver ruim, como hoje, investir em fundos imobiliários e ações nacionais, talvez não trará resultados diferentes, a não ser, perdas.
Mas, ao incluir ações do exterior, dólar, ouro e Bitcoins, o investidor poderá ter resultados diferentes, uma vez que esses ativos são influenciados de formas diferentes, e por vezes, opostas aos ativos nacionais.
Resumo
No Brasil, a renda fixa ainda hoje é um dos investimentos mais seguros e rentáveis. Porém, quando o investidor consegue construir uma boa carteira de investimentos, adicionando alguns produtos de renda variável, é possível melhorar os resultados e alcançar ganhos ainda maiores.
Contudo, para conseguir desenvolver uma estratégia vitoriosa, o investidor precisa conhecer mais sobre o mercado e sobre os ativos que fazem parte dele.
Além disso, é importante conhecer mais sobre si mesmo, e definir quais são os riscos que o investidor está disposto a assumir. Querendo ou não, apesar da diversificação reduzir os riscos, os produtos de renda variável, continuaram contendo riscos.






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