Dando continuidade às divulgações do Boletim Focus, o primeiro de 2025, trouxe mais projeções preocupantes sobre os indicadores econômicos nacionais.
Veja a seguir mais detalhes sobre as expectativas com relação a Selic, PIB, inflação e dólar:
Selic poderá chegar a 15%
De acordo com o atual Boletim Focus, a taxa de juro brasileira poderá terminar 2025 em 15%. Taxa muito superior aos atuais 12,25% ao ano.
Contudo, para 2026 e 2027, a taxa de juro se manteve estável, em 12% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
PIB subiu um pouco em 2025
A expectativa com relação ao PIB aumentou um pouco para 2025. Se antes a projeção era de 2,01%, agora ela passou para 2,02%.
Para os anos de 2024, 2026 e 2027, as estimativas se mantiveram as mesmas da semana passada. Nesse sentido, as projeções são de: 3,49%, 1,80% e 2% respectivamente.
Inflação continua variando para cima
Se para 2024 o IPCA foi projetado para baixo, em 4,89% ante 4,90% da semana passada, nos anos seguintes, a inflação se mostrou maior.
Desse modo, para 2025, o mercado espera um IPCA terminando o ano em 4,99%. Já em 2026, a expectativa é de 4,03% e para 2027 de 3,90%. Não restam dúvidas que o mercado está bem reticente com relação à inflação.
Dificilmente o dólar voltará a ficar abaixo dos R$ 6,00 em 2025
Neste primeiro Boletim Focus do ano, a projeção para o dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. Sendo que para 2026 e 2027, as expectativas permaneceram estáveis, em R$ 5,90 e R$ 5,80.
Em resumo, os indicadores não estão melhorando. E semana após semana, o mercado vê com preocupação o cenário das contas públicas.
O que fazer com os investimentos?
Observando que a inflação e a Selic estão em alta ainda, o negócio é continuar focado na renda fixa.
Se a Selic realmente alcançar os 15%, e a inflação permanecer na casa dos 5%, os investimentos pós-fixados estarão entregando ganho real próximo dos 10%. Algo que não encontramos tão facilmente no mundo.
Depois, caso a inflação dê sinais de queda, é possível que os juros comecem a cair também. Então, neste cenário poderá ser interessante analisar com mais atenção os títulos prefixados.
Assim, com a eventual queda dos juros, o investidor pode “travar” os bons rendimentos por meio da renda fixa prefixada. Por isso, é importante ficar sempre atento aos indicadores econômicos, como a inflação e o juro.
Ainda sobre o atual cenário, é fundamental que o investidor fique de olho, também, na renda variável. Apesar de toda a volatilidade, há muitas oportunidades no mercado de ações, fundos imobiliários e ETFs.






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