O COPOM fez a última reunião de 2025 e manteve a Selic em 15% ao ano. Sendo assim, vamos iniciar 2026, com a taxa de juro nas alturas. Mas será que ela permanecerá assim ao longo do ano?
Analisando o Boletim Focus, podemos projetar alguma redução na taxa de juro. Segundo as expectativas do mercado, a Selic poderá terminar 2026 em 12,25% (segundo o Focus de 05/12/2025).
Nesse sentido, com expectativas de declínio dos juros, é hora de começar a dar mais atenção aos títulos prefixados.
Já devo começar a investir em títulos prefixados?
Não, contudo, se o BC iniciar um processo de corte da Selic, essa tendência pode levar a taxa de juros a níveis abaixo das expectativas do mercado. Ou seja, se o mercado projeta a Selic em 12,25% até o fim de 2026, os cortes nos juros podem ser ainda maiores, levando a Selic abaixo desse nível.
Desse modo, muitos investidores que estão aproveitando os juros em 15% ao ano, vão reconhecer uma queda significativa em suas remunerações.
Assim, é muito importante avaliar os títulos prefixados existentes no mercado, como também a estratégia da carteira do investidor.
Querendo ou não, investimentos prefixados também possuem seus riscos. Sendo que um dos principais está associado justamente à rentabilidade prefixada. Por exemplo, se ao invés de cair, a taxa de juro subir, aqueles recursos aplicados em um título prefixado, permanecerão rendendo aquela taxa adquirida no momento da aplicação. Em outras palavras, se o investimento oferecido for 12% ao ano, ele permanecerá pagando 12% ao ano, mesmo que a Selic vá para 16% ao ano.
O que fazer agora?
Agora é o momento de avaliar as condições da carteira e a estratégia do investidor. Observando que o Focus projeta uma queda na Selic em 2026, nada mais razoável do que começar a pesquisar algumas opções de investimentos prefixados.
Sendo que algumas das opções mais vantajosas são os CDBs, LCIs, LCAs e as letras do Tesouro Direto.
Não esquecendo, que mesmo com a garantia do FGC, é muito importante analisar a qualidade da instituição financeira que está oferecendo o CDB, LCI ou LCA. Não dependa exclusivamente do FGC, faça uma boa pesquisa e evite riscos desnecessários.
Conclusão
O momento é de atenção. Os títulos pós-fixados, no momento, ainda garantem ótima rentabilidade. Mas, em um cenário de queda dos juros, essa atratividade dos pós-fixados pode diminuir.
Assim, o investidor enxergará nos investimentos prefixados, uma possibilidade de travar os atuais bons ganhos e preservar a rentabilidade por mais tempo.
Contudo, como os títulos prefixados costumam ter liquidez restrita ao vencimento, investimentos pós-fixados ainda são extremamente importantes, já que podem ser utilizados como reserva de emergência, ou até como uma proteção, caso os juros subam.
No mais, é importante que o investidor veja os investimentos pré-fixados como uma solução para travar parte da atual rentabilidade, mas sem exageros. O “hiperfoco” em somente títulos prefixados pode trazer grandes riscos, caso os juros comecem a subir, ao invés de cair.
Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.






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