Em minha lista de fundos imobiliários, existem dois fundos que não estão performando bem. Eles são DEVA11 e VGHF11.
O FII DEVA11 há anos não está conseguindo entregar bons resultados e vem se desvalorizando na bolsa. Já VGHF11 começou a depreciar com mais intensidade neste ano, mais precisamente, neste mês de maio.
Assim, neste artigo vamos analisar um pouco melhor o desempenho desses dois FIIs. Acompanhe.
DEVA11 abaixo dos R$ 20,00

No início de 2026, a cota de DEVA11 no mercado já não estava em um bom valor, porém até maio, o valor do FII se depreciou ainda mais, chegando aos atuais R$ 19,55.
Para aqueles que ainda não sabem, DEVA11 é um fundo que investe predominantemente em CRIs, principalmente aqueles cujo risco é maior, mas o retorno também é elevado.
Contudo, essa estratégia acabou rendendo algumas perdas relevantes, visto que atualmente 24,8% da carteira do FII está adimplente.

Só a título de comparação, em maio de 2025, havia 32,6% dos CRIs adimplentes. Ou seja, houve uma queda considerável em um ano.

Desse modo, dá para identificar por que DEVA11 ainda não inspira muito otimismo por parte do mercado.
VGHF11 aparenta estar mudando de estratégia
Com a grande queda da cota no mercado, muito se especula sobre o motivo dessa saída dos investidores de VGHF11. Olhando o desempenho do último mês do fundo, podemos identificar uma queda no valor de mercado de 12,88%.

Mas, diferente do que ocorre com DEVA11, onde há muita inadimplência e carência para diversos CRIs, VGHF11 não sofre com esse tipo de problema. Porém, o mercado vê uma queda das distribuições, como também, uma eventual mudança na estratégia do fundo.
Por exemplo, analisando a carteira de VGHF11 em maio de 2025, temos o seguinte cenário:

47,2% da carteira está alocada em CRIs e 44,5% em cotas de outros FIIs. Contudo, em maio de 2026, essa composição é outra. Veja:

Agora a participação dos FIIs aumentou para 55,5% e os CRIs foram para 28,5%. Sem falar que as SPE mais do que dobraram, saindo de 5,9% há um ano e chegando aos 14,3%.
Desse modo, observando que as distribuições provavelmente se tornaram mais voláteis, muitos investidores resolveram sair de VGHF11.
Conclusão
Os dois fundos estão enfrentando momentos difíceis no mercado, mas os motivos são muito diferentes.
Enquanto DEVA11 enfrenta grandes problemas com os seus CRIs, como a inadimplência, VGHF11 aparenta estar alterando sua estratégia de investimento, dando mais foco em FIIs e aumentando sua exposição em SPEs. Aliado a isso, os proventos também vêm caindo, fato que desagrada aos investidores em geral.
Vale a pena investir nesses fundos?
Do jeito que estão, ambos os fundos imobiliários possuem seus riscos, porém, DEVA11 oferece risco muito maior, visto que o fundo já está tendo problemas com inadimplência e carência de pagamentos.
Por outro lado, VGHF11 não está tendo um problema com os seus ativos, mas vem tendo sérias dificuldades de manter seus proventos. Assim, pode ser que no curto prazo, os proventos possam continuar a cair. Mas quem sabe no médio e longo prazo, essas distribuições não se recuperem?
Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.





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