Após o fim do primeiro turno das eleições presidenciais, o mercado ficou no mínimo, empolgado com o resultado.
Tanto o Ibovespa quanto o IFIX registraram forte valorização, enquanto o dólar e os juros futuros sofreram quedas consideráveis.
Mas então surge a dúvida: Será que essa maré de otimismo vai durar para sempre? Ou ainda existem riscos para os mercados? Vamos avaliar o cenário abaixo:
A direita saiu fortalecida no primeiro turno
No momento em que escrevo este artigo, ainda estamos na primeira semana do segundo turno, portanto ainda faltam alguns dias para decidir quem será o presidente do Brasil.
Contudo, é fato que o candidato da direita acabou ficando à frente do atual presidente no primeiro turno.
Assim a nova composição do Congresso, que está mais alinhada à direita, possivelmente será muito mais amigável ao candidato que liderou o primeiro turno, do que ao atual presidente.

Dessa maneira, provavelmente o mercado enxerga com bons olhos essas mudanças no Congresso e eventualmente na presidência.
Com uma política mais alinhada à responsabilidade fiscal e desburocratização, o candidato da direita tende a agradar mais os grandes players do mercado, em comparação ao atual presidente.
Mas a valorização vista nos últimos dias vai perdurar?
Provavelmente não. O mercado possivelmente não vai comprar “Brasil” para sempre, sem que haja um sinal claro de mudança e eventual melhora do quadro fiscal.
Ou seja, a valorização até pode continuar, mas em algum momento, quando a situação já estiver definida, o mercado vai ficar mais impaciente caso não haja uma ação mais concreta.
Portanto, mesmo com a vitória do candidato da direita, os ventos podem soprar em direção oposta à atual. Em outras palavras, o mercado pode devolver a atual valorização.
Então não devo entrar na bolsa?
O investidor não deve ficar pautando o investimento em ações, fundos imobiliários ou demais investimentos em renda variável somente pelo cenário atual da economia.
Nesse sentido, existem ótimas ações e FIIs que podem performar bem, mesmo quando a situação do país não está boa.
Portanto, o investimento na renda variável pode ser feito, desde que haja uma estratégia e o investidor saiba exatamente o porquê está investindo nos ativos.
Quando o investidor tenta entrar na onda do mercado, essa movimentação de compra pode acabar sendo um fracasso, haja vista que por vezes, as valorizações ocorrem em um período e logo em seguida acontece à realização e os preços costumam cair.
Desse modo, o investidor pode acabar entrando quando os ativos já foram valorizados e vendo o valor do ativo despencar, quando o mercado realiza os ganhos.
Para mitigar parte desses riscos, é interessante construir uma estratégia sólida baseada em alocação de ativos e na compreensão direta sobre os investimentos que estão sendo adquiridos.
Conclusão
Eleger candidato A ou B por si só não resolverá os problemas fiscais do Brasil. Em minha opinião, o que está acontecendo é uma mudança de expectativas com relação ao Brasil.
Desse modo, os ativos na bolsa de valores e a dívida brasileira, não melhoraram em questão de uma semana.
O que está acontecendo é que os investidores acreditam que a vitória do candidato à direita pode beneficiar uma eventual mudança na conjuntura econômica e fiscal do país.
Resta a nós investidores, acompanhar e identificar se tal mudança vai mesmo se realizar para avaliar se mais movimentos de alta poderão ocorrer.
Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.








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