Na última quarta-feira, dia 17/06, o Banco Central reduziu a taxa de juro para 14,25% ao ano. No entanto, apesar do corte de 0,25, a taxa Selic permanece elevadíssima no país.

Desse modo, quais serão os próximos passos do BC com relação à política de juros? Se antes havia uma tendência de queda, hoje as coisas estão um pouco diferentes. Veja mais.

Inflação alta impõe limites ao BC

Com um IPCA persistentemente elevado, o COPOM está avaliando com bastante cuidado os próximos passos para a taxa de juro.

Se no início do ciclo de cortes, o cenário era de queda gradual da Selic, hoje as coisas estão bem diferentes.

Nos últimos 12 meses, o IPCA está acumulando alta de 4,72%, enquanto o Boletim Focus traz uma expectativa para a inflação ainda maior até o final de 2026. Com o IPCA podendo chegar aos 5,30%, índice superior ao centro da meta somado a banda superior (total de 4,5% ao ano).

Portanto, o BC enfrenta um cenário mais complexo e desafiador. Será que veremos uma Selic ainda menor, do que os atuais 14,25% em 2026?

Minha opinião

Talvez. Porém, para não ficar “em cima do muro”, vejo uma possibilidade alta da Selic permanecer na casa dos 14% ao longo de 2026, com chances muito pequenas da taxa de juro alcançar um dígito, ou algo próximo ainda em 2026.

Desse modo, prevejo um cenário ainda muito atraente para a renda fixa. Já para a renda variável, enxergo um cenário de volatilidade.

De qualquer forma, ao investir na renda fixa, mesmo aquela que paga 100% do CDI, o ganho real no momento é muito alto, superior a 8% (sem contar impostos).

Nesse sentido, para garantir uma boa rentabilidade e risco bem baixo, as letras do Tesouro, como as pós-fixadas, são uma das melhores alternativas de investimento do momento.

Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.

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