Nos últimos dias diversos meios de comunicação divulgaram o nível do endividamento público brasileiro.
O governo brasileiro alcançou o maior nível de endividamento desde abril de 2021. Desse modo, a dívida pública de julho de 2026 alcançou os 82,5% do PIB.

Com uma dívida cada vez maior, o Brasil vai falir? Vamos analisar quais são os riscos atuais e identificar como se proteger. Acompanhe.
Vai falir, ou não?
A falência do Brasil está intrinsecamente vinculada ao calote da dívida pública, sendo assim, a probabilidade disso acontecer é pequena. Mesmo com uma dívida cada vez maior, há poucas chances de um calote.
Isso pode ser observado, devido à condição atual da dívida. Grande parte da dívida pública está em reais e não em dólares, por exemplo.
Nesse sentido, com uma dívida em reais, é mais “fácil” para o governo federal cumprir com suas obrigações, do que se ela estivesse toda, ou grande parte, em dólar.
No entanto, mesmo que as chances de “falência” estejam distantes, o risco relacionado ao Brasil continua alto e contribui para taxas cada vez maiores nos títulos públicos.
Quais são os riscos?
Com o endividamento cada vez maior, os investidores podem exigir prêmios cada vez maiores para investir no Brasil.
Assim, a rentabilidade do Tesouro Nacional pode aumentar ainda mais, contribuindo para o encarecimento da dívida. Dessa forma, o orçamento nacional tende a ficar mais apertado, já que boa parte dos recursos será destinada ao pagamento da dívida.
Havendo menos dinheiro para financiar a máquina pública, há grandes chances de o governo buscar aumentar a arrecadação.
Portanto, o Brasil pode entrar em um ciclo de aumento de impostos e endividamento, caso não haja alguma reforma na estrutura dos gastos, por exemplo.
E esse ciclo, pode influenciar no aumento da inflação. Sem falar que a aversão ao risco, pode contribuir para a saída dos investidores estrangeiros do Brasil, fato que culminará com a saída de dólares e a possível desvalorização do real. Gerando ainda mais pressão inflacionária.
Então, os riscos mais relevantes no momento estão associados à deterioração da área fiscal do governo e ao aumento da inflação e do dólar.
O que fazer para se proteger?
Considerando um cenário mais adverso, o mais prudente é manter o capital em aplicações de alta liquidez, com boa segurança e rentabilidade. Assim, um investimento interessante são as letras do Tesouro Selic, por exemplo.
Os CDBs de grandes bancos também são uma boa opção. Outro investimento que pode ser eficiente em um cenário de alta da inflação é o Tesouro IPCA com vencimento mais curto.
Essas letras pagam IPCA mais juros prefixados. Assim, o investidor consegue garantir a correção dos valores aplicados pela inflação, além da remuneração do capital pelo juro prefixado (ganho real).
Destacando que essas letras costumam sofrer com muita volatilidade (marcação a mercado), sendo interessante investir recursos que poderão ser resgatados somente na data do vencimento.
Outra forma de investir para se proteger é comprando dólares e se posicionando no mercado externo, visto que o dólar é considerado uma moeda forte.
Porém, para isso, é importante ter mais conhecimento, além de fazer uma boa análise sobre os ativos disponíveis e definir uma estratégia eficiente de alocação.
Mesmo aplicando recursos em um mercado como o dos Estados Unidos, oscilações também ocorrem por lá e uma moeda forte como o dólar, não é garantia de valorização.
Atenção: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa, em hipótese alguma, recomendação de investimento. Caso o leitor decida investir em qualquer ativo citado — ou não —, o fará por sua conta e risco. A Oliver Investimentos e o autor deste artigo não se responsabilizam por eventuais perdas, decisões ou interpretações decorrentes do uso das informações aqui apresentadas.





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