selic

A ultima reunião do COPOM trouxe mais um aumento de 0,50 à taxa Selic, elevando a mesma para 14,25% ao ano. Registrando o mesmo patamar de 2006. A economia não é algo de fácil manuseio, tanto que para conseguir colocar as finanças publicas nos eixos o trabalho esta sendo imenso no Brasil. Será mesmo que esse é o fim das altas, e manutenção da taxa básica de juros por tempo indeterminado vai funcionar?

Alguns fatores influenciam de maneira indireta a tomada de decisão do COPOM, um desses fatores é o dólar por exemplo. Com uma forte alta da moeda americana o banco central poderia se ver obrigado a elevar a taxa Selic, tornando o investimento em reais mais atrativo ao capital estrangeiro  diminuindo a volatilidade do mercado.

O segundo fato, é a inflação, esse fator poderia influenciar um aumento na Selic, devido ao juro real, o pais mantém isso para oferecer investimentos com juro mais atrativo. Sem contar no próprio controle da inflação. Juro mais alto diminui o consumo.

No momento temos um juro real de aproximadamente 4,5% ao ano, o maior juro real no mundo. O Brasil com histórico de bom pagador parece ser um “paraíso” para se investir, porem com a política fiscal em frangalhos, e a perspectiva de tempos difíceis, não se sabe ao certo o que virá. Comprar títulos prefixados no momento, eu recomendaria em pequenas quantidades. Investimentos com lastro no IPCA e IGP-M ainda parecem ser boas opções, devido a alta inflação.

Acertar o que vai acontecer no futuro não é algo fácil na economia, onde as coisas muitas vezes não dependem só da economia interna, mas a externa também. A influencia de outros países como os Estados Unidos e uma possível elevação da taxa de juros por lá poderá trazer muitas mudanças aqui, principalmente na cotação do dólar e consequentemente na inflação.

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